domingo, 8 de dezembro de 2019

CORRIDA ARMAMENTISTA

Quase no final da segunda guerra mundial, Hiroshima e Nagasaki cidades do Japão, foram atacadas por duas bombas atômicas, a destruição foi grande. O mandante foi os Estados Unidos que na época já era uma superpotência, a União Soviética que também era uma superpotência ficou contra os EUA pois não queria ser inferior.

Com isso começou a corrida armamentista,(em nenhum momento fizeram uso de armas ou violência diretamente um contra o outro), os dois lados corriam para criar armas e bombas superpoderosas, em momento criaram material bélico (armas capazes de exterminar a vida humana na terra).

Em 1962 teve a chamada crise dos mísseis, a União soviética criou uma base nuclear e apontou mísseis para certas cidades dos Estados Unidos, criavam bombas de hidrogênio que foram testadas no Oceano.

Na segunda guerra os Estados Unidos já estavam criando bombas por medo dos nazistas atacarem, mas só em 1949 que a União Soviética começou a produzir as bombas.
Com medo da destruição de toda a vida humana na terra nenhum dos lados atacava primeiro, mas sempre estavam prontos para uma possível "guerra".

Toda a humanidade estava com medo chamaram de "hecatombe nuclear",eles tinham medo do ataque de qualquer um dos lados, pois mesmo sendo só os EUA e a URSS todos sofreriam.

A corrida armamentista terminou quando os dois lados assinaram o contrato Start 1 e 2,onde dizia que eles não poderiam criar e ter posse de nenhuma bomba.

Mas não foi rápido assim antes disso assinaram outros contratos como por exemplo o Salt 1 e 2, que nesse eles somente diminuiriam a quantidade de bombas e armas,não ajudou então um tempo depois criaram o Start 1 e 2.




A GUERRA DA CORÉIA

~ANTES DE TUDO~
A Península da Coreia sofria com interferências estrangeiras desde o começo daquele século, pois, em 1910, a região foi oficialmente anexada ao território japonês a partir de um acordo que garantia a anexação daquele território ao Japão e permitia a ocupação da região por cidadãos japoneses.
Com isso, deu-se início à formação de colônias de japoneses na Coreia a partir da tomada das terras produtivas dos coreanos, além da exploração do trabalho dos coreanos por parte dos japoneses. A ocupação japonesa na Coreia tornou-se violenta, principalmente a partir da década de 1930, e casos de violência foram comuns, inclusive violência sexual contra coreanas.

~O QUE FOI?~
A guerra da Coreia foi um conflito militar que ocorreu entre os anos de 1950 a 1953. Tendo de um lado a Coreia do Norte apoiada pela China, e do outro, a Coreia do Sul, com apoio dos Estados Unidos (EUA) e as forças das Nações Unidas.

Até 1945 a Coreia era um território de domínio japonês, quando o Japão foi derrotado na Segunda Guerra Mundial e assinou a sua rendição, os EUA e a ex-URSS naquele momento as principais nações mundiais, concederam então autonomia e soberania aos coreanos e a Coreia.
A Coreia é separada pelo paralelo 38°, como ficou estabelecido na Conferência de Potsdam. Esta demarcação divide a Coreia em dois sistemas políticos opostos: Coreia do Sul (República da Coreia), capitalista por influência dos EUA, e Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia), comunista, apoiada pela União Soviética.

~A ECLOSÃO DA GUERRA~
A partir da divisão da Península da Coreia, dois governos foram desenvolvidos em cada parte. Ao norte, estabeleceu-se o governo comunista de Kim Il-sung; ao sul, estabeleceu-se um governo capitalista governado por Syngman Rhee. As ocupações de soviéticos e americanos na península foram encerradas em 1948 e 1949, respectivamente.
O amplo contato dos norte-coreanos com os soviéticos garantiu-lhes importante suporte econômico e militar. Isso alimentou a ambição de Kim Il-sung de unificar toda a península sobre a sua liderança. Para que isso fosse possível, buscou o apoio dos soviéticos para organizar a invasão da Coreia do Sul.
Stalin (líder da União Soviética), a princípio, não apoiava a ideia de uma invasão da Coreia do Sul, pois não queria um conflito aberto com os Estados Unidos – um risco que a guerra poderia gerar. No entanto, a ocorrência da Revolução Chinesa e a ameça de que a China se tornasse uma nação mais influente na Ásia que a própria URSS fez com que os soviéticos mudassem de ideia. Mesmo assim, o apoio soviético para a Coreia do Norte foi mais em questões logísticas e de suprimentos do que propriamente militar.
Os chineses, a partir da pressão soviética, forneceram milhares de soldados do seu exército que lutaram na Guerra Civil Chinesa e garantiram a vitória dos comunistas chineses em 1949. Esses soldados, apesar de chineses, eram etnicamente descendentes de coreanos e engrossaram as linhas do exército norte-coreano.
A trégua – apesar de ter sido negociada como algo temporário – colocou fim ao conflito.
Algumas mudanças de fronteira aconteceram, e foi estabelecida uma zona desmilitarizada na fronteira entre os dois países. A relação entre as Coreias permanece tensa até hoje, no entanto, observadores internacionais enxergam com otimismo as possibilidades de reaproximação das Coreias no futuro.
nomes: Melissa e Manuela

Revolução Praieira

A revolução praieira, também denominada como insurreição praieira, praieira ou simplesmente praieiro, foi um movimento de caráter liberal e federalista que explodiu na província de Pernambuco,no brasil entre 1848 e 1850
A ultima revoltas provincial está ligada as lutas politicas-partidárias que marcaram periodo regencial e o inicio do segundo reinado. Sua derrota representou uma demonstração de força do reinado de d.pedro2 (1840-1889) de forma global increveu-se no contexto das revoluções liberais,socialistas e nacionalistas que morreram {?} na europa nesse período do seculo XIX,incluido a revolução de 1848 na França que promoveu a extinção do absolutismo no pais em nivel local foi influenciada pelas ideias liberais dos que se queixaram da falta de autonomia provincial,sendo marcada pelos repúdio à monarquia,com manifestações a favor da independência politica da replublica e sor [?] um reforminismo radical com fundo social,economico e politico ,contou com a participação das conradosmenos [?] favorecidos da provincia de pernambuco grande concentração fundiário nas mãos de poucos proprietários como exemplo uma quadra popular à epoca ,refere à poderosa familia calvalcante. "Que new viver em Pernambuco não há de estar enganado:que,ou há dr ser calvancanti,ou há de ser calvagado(quadra popular )ainda como fundo sócio-econômico,registrar-se a historica rivalidade com os portugueses, que dominavam o comercio na provincia em sintese,as provincias causas da reflexão praieira foram:
O PREDOMÍNIO DO LATIFÚNDIO;

A DEPENDÊNCIA MARGINALIZAÇÃO DO PEQUENO AGRICULTOR;
O ENCARECIMENTO DOS GÊNEROS DE PRIMEIRA NECESSIDADE;
O PAPEL MONOPOLIZADOR DOS COMERCIANTES PORTUGUÊSES;
O ÊXODO RURAL;
A CRISE ECONOMICA PERNABUCANA;

Revolta de Ibicaba

a revolta de Ibicaba, uma manifestação feita por trabalhadores de fora do país contra exploração do trabalho. No século XIX a mão de obra escrava começou a ser restringida em nosso país. Por conta das leis inglesas, no Brasil também foram colocadas em vigor medidas que diminuíam a capacidade de comércio escravista. Isso abriu uma demanda pra um novo estilo de mão de obra: a estrangeira, de preferência europeia. Afinal os grandes plantadores de café não queriam perder os seus lucros, logo os trabalhadores eram contratados para fazendas de café. Tais leis (Bill Aberdeen de 1845) e Eusébio de Queirós de (1850) proibiram o tráfico negreiro de uma forma de trabalho escrava vinda exclusivamente na África.
Revolta de Ibicaba
Outro motivo da vinda desses trabalhadores foi porque as revoluções e crises europeias na época, deixaram países como Itália e Alemanha assoladas e em dificuldade.
Como funcionava a exploração
Entre os anos de 1847 e 1857 Nicolau de Campos Vergueiro (senador na época) trouxe 180 famílias de várias regiões da Europa a fim de trabalharem nas lavouras do Brasil. Ele mesmo fazia o contrato para prestação do serviço dos imigrantes. Eram colocados panfletos para chamar a atenção das pessoas para oportunidades de trabalho no Brasil. Eles assinavam esse documento que estabelecia o que seria de propriedade do fazendeiro bem como o que seria dos trabalhadores. Mas logicamente que esse contrato incluía diversas medidas de exploração do trabalho, afinal os cafeicultores brasileiros estavam acostumado com a exploração do trabalho de escravos. Logo eram gananciosos e autoritários com os trabalhadores, pois conheciam apenas a política de explorar os funcionários o máximo quanto possível por mais que o imigrante fosse livre e assalariado.
No próprio contrato já era exposto que a família deveria pagar pela viagem para o Brasil, valor acrescentado de juros em 6% ao ano. Logicamente que essa situação já deixava a família endividada antes mesmo e chegar ao Brasil, tendo que trabalhar por muito mais tempo para somente quitar a dívida. As terras e plantio eram de baixa produtividade, o que piorava a situação obrigando a comprar alimentos básicos comercializados pelos fazendeiros. Apesar de livres, os migrantes entravam em uma situação de dívida progressiva com os cafeicultores.
A revolta
Por conta da exploração infindável os colonos que trabalhavam na fazenda Ibicaba, uma das propriedades mais significativas do senador Campos Vergueiro, se revoltaram. Thomas Davatz liderou a comunidade de imigrantes, dando esperança aos migrantes em se tornarem médios e grandes proprietários. Por conta da revolta o império remodelou a relação entre os imigrantes e os grandes proprietários.
Como resultado não houve melhores condições de vida aos imigrantes. Apenas em um caso a vinda dos imigrantes gerou bons frutos. Isso foi no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, quando aconteceu a concessão de terras nesses locais. Ali foi possível que os trabalhadores se tornassem pequenos proprietários de terra fazendo cultivo e comercialização de vários gêneros agrícolas.
Foi a imigração italiana que teve mais sucesso no final, em relação à adaptação dos imigrantes como a produtividade. Isso ocorreu porque a procedência rural dos italianos era da Itália Meridional, terra com latifúndios. Outro ponto foi à identificação religiosa, o que se tornou favorável para adaptação. A intolerância religiosa era evidente no Brasil, por conta do grande poder da igreja católica, logo ser da mesma religião vigente era um agente facilitador.
Relatos posteriores
Até mesmo fora do país houve repercussão na revolta de Ibicaba. Na Suíça foi proibida a emigração de trabalhadores para o Brasil. Um inspetor suíço analisou a situação real dos imigrantes que retornou para o país de origem com a saúde frágil.
Davatz relatou a revolta dizendo que o tratamento dispensado aos colonos em São Paulo era de muita opressão. Em 1951 as memórias foram publicadas no livro Memórias de um colono no Brasil, traduzida por Sérgio Buarque de Holanda. Em 1933 Mário de Andrade considerou o texto com uma das 20 obras mais importantes para o nosso país, afinal era o precursor em falar sobre as lutas de classes e reivindicações proletárias em solo brasileiro.
Nos tempos atuais
Apesar dessa situação parecer tão distante, ainda existem diversos casos de trabalho escravo no Brasil. Grandes lojas exploram o trabalho com péssimas condições, baixos salários e horas sem descanso. Por exemplo, na loja de roupas Zara os trabalhadores não podiam sair do local sem pedir autorização.
Fora isso o local era insalubre, sujo, sem ventilação, pequenos e com crianças correndo perto de fios expostos da rede elétrica. Algumas vítimas são libertadas e retornaram para os seus países: Peru, Bolívia, por exemplo.
A escravidão é uma marca em nosso país, o último a abolir a escravatura de fato. Por outro lado episódios continuaram acontecendo de forma mascarada e ainda não findaram de fato. Mas agora há maneiras concretas para punir de forma mais efetiva crimes de exploração de trabalho.

ⓡⓔⓥⓞⓛⓤⓒⓐⓞ ⓟⓔⓡⓝⓐⓜⓑⓤⓒⓐⓝⓐ

ⓡⓔⓥⓞⓛⓤⓒⓐⓞ ⓟⓔⓡⓝⓐⓜⓑⓤⓒⓐⓝⓐ
-1817-

• Para que possamos entender o que foi a revolução pernambucana vamos analisá-la em partes:
ⓘⓓⓔⓐⓘⓢ
Essa revolução tinha os mesmos ideais das revoltas anteriores, queria ser independente e se separar da metrópole.
• Foi um movimento elitizado, pois era liderado principalmente pelas elites locais, porém contou com a ajuda da população.
• Ficou muito conhecida como revolta dos padres, pois grande parte de seus líderes eram padres.
• A principal diferença desta revolta das anteriores, é que, de fato, conseguiu assumir o poder, mesmo que temporariamente.
ⓞⓝⓓⓔ ⓞⓒⓞⓡⓡⓔⓤ ⓔ ⓠⓤⓐⓝⓓⓞ
• ocorreu entre o dia 6 de março de 1817 e o dia 20 de maio, em Recife.
• Esta foi a última revolta ocorrida no Brasil colonial.
ⓐ ⓡⓔⓥⓞⓛⓣⓐ

Novamente, a historia de repete. Tudo começa, com o grande descontentamento do povo com a coroa portuguesa, em principal, os colonos e a elite. A má qualidade de vida, proveniente de uma série de atos como: aumento de impostos para bancar os luxos da coroa, o fortalecimento da Cisplatina ( território no Rio da Prata, atual Argentina), quebrou ainda mais a economia que já estava em crise por conta da redução de produtos, fez com que o povo se revoltasse ainda mais.
Ideais iluministas das revoluções europeias já estavam se espalhando pelo Brasil, o que os motivou ainda mais a se revoltar pois "se eles conseguiram, por que nós brasileiros não iríamos conseguir?"
A revolta realmente teve seu grande "estouro" com o assassinato de Brigadeiro Português Manoel Joaquim Barbosa de Castro, general que prendeu supostos suspeitos em uma conspiração, ato que se espalhou e fez com que as pessoas realmente se revoltassem.
•O GOVERNO PROVISÓRIO•
O governador, assustado com a revolta, fugiu para a capital da época (Rio de Janeiro) acabou "cedendo" o poder aos rebeldes, que mantiveram o chamado Governo provisório, que foi uma medida de emergência tomada para que tudo não se tornasse um grande caos.

Grandes mudanças foram implantadas durante este período como:
✓ Proclamação de uma república independente
✓ liberdade da imprensa e do credo
✓ abolição dos impostos
✓ Os três poderes: Legislativo, executivo e judiciário
✓ Aumento dos soldos (salário dos soldados)
✓ manutenção da mão-de-obra escrava
*Mesmo se tratando de um movimento liberal, que defendia a liberdade do indivíduo, seja de expressão ou de vivência, manteve a escravidão, beneficiando obviamente as elites.
-A desigualdade social era fortemente presente na região, deixando a vida de uns aos luxos e de outros de fome precária
•A QUEDA DOS REBELDES•
A coroa portuguesa, algum tempo depois soube do que estava acontecendo em Recife, e obviamente ficou muito descontente, então a reprimiu.
D. João VI bloqueou o porto de Recife e mandou mais de 4000 soldados para Pernambuco.
Os líderes do movimento foram obrigados a se render e tiveram punições exemplares.
-OS LÍDERES E A MORTE-
Haviam 5 lideranças principais:
Padre João Ribeiro, Domingos José Martins (comerciante e revolucionário);
José de Barros Lima (militar); Cruz Cabugá
(embaixador pernambucano nos Estados Unidos)
E padre João Ribeiro.
As punições foram:
Ao todo 9 pessoas enforcadas e 4 arcabuzadas, ato equivalente a um fuzilamento nos dias atuais.
Padre João Ribeiro se enforcou e Cruz Cabugá permaneceu nos Estados Unidos com a notícia de que a revolta não havia dado certo.

MOVIMENTO ABOLICIONISTA


A abolição da escravatura aconteceu no Brasil em 13 de maio de 1888 e foi uma conquista tardia — uma demonstração do conservadorismo das elites brasileiras. A aprovação da Lei Áurea, por sua vez, foi resultado do envolvimento popular com a causa da abolição. Ao longo das décadas de 1870 e 1880, o movimento abolicionista cresceu e pressionou o Império para que a escravidão fosse abolida no país.
A aprovação da Lei Áurea foi uma conquista popular, fruto do crescimento que o movimento abolicionista teve na segunda metade do século XIX. O movimento abolicionista no Brasil agrupou pessoas de diferentes classes sociais que agiam de diversas maneiras na luta pela abolição da escravatura. Incluída no movimento abolicionista não está apenas a ação da parcela livre da sociedade mas também a resistência dos escravos.

As associações abolicionistas debatiam estratégias para promover a sua causa e atuavam publicamente para atrair pessoas em apoio a ela. Entre as personalidades de destaque que atuaram pelo fim da escravidão no Brasil estão: André Rebouças, Luís Gama, José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, Castro Alves, entre outras.
O crescimento da causa abolicionista fez a criação de associações desse cunho disparar entre 1878 e 1885, e assim surgiram 227 sociedades abolicionistas.|1| Esses grupos pró-abolição organizavam conferências, comícios na rua, distribuíam panfletos, publicavam artigos em jornais, e também ajudavam na resistência organizando rotas de fugas para escravos, abrigando-os, incentivando-os a fugirem etc.
No jornalismo, a atuação contra a escravidão e a distribuição de folhetos eram constantes, além de vários jornais abrirem espaço para a publicação de artigos em defesa da abolição. Dentre as publicações que atuavam nessa defesa, podem ser destacados A Abolição, Oitenta e Nove, A Liberdade, O Amigo do Escravo, A Gazeta da Tarde etc.
Na década de 1880, a atuação do movimento abolicionista dava-se por duas vias: a legal e a ilegal. No caso da atuação legal, voltamos a mencionar aqueles exemplos: defesa de escravos nos tribunais, publicação de artigos, realização de conferências, distribuição de panfletos etc.
Já as ações ilegais são aquelas enxergadas como criminosas do ponto de vista da lei da época e incluíam ações de desobediência civil. Os abolicionistas incentivavam a fuga de escravos e davam abrigo para os que haviam fugido. Uma ação comum foi o transporte de escravos fugidos para o Ceará — estado que aboliu a escravidão em 1884.
Existia também o “sequestro” de escravos que estavam em transporte ou que seriam embarcados para algum lugar do Brasil. Nessa ação, os envolvidos “sequestravam” os escravos para, em seguida, libertá-los. Existiram grupos abolicionistas que também defenderam o levante armado para forçar o fim dessa atividade desumana.
A associação abolicionista de maior destaque da história brasileira foi a Confederação Abolicionista. Esse grupo foi criado por José do Patrocínio e André Rebouças, em 1883, e defendia uma abolição irrestrita e imediata, sem indenização para os senhores de escravos. A Confederação Abolicionista atuou na coordenação da campanha abolicionista a nível nacional.
RESISTÊNCIA DOS ESCRAVOS:
O movimento abolicionista não se fez apenas pela ação das pessoas livres, mas contou com a atuação fundamental dos escravos que resistiam à escravidão de diversas maneiras. Esses, muitas vezes, eram incentivados a fugir, mas, na maioria dos casos, as fugas aconteciam porque os escravos percebiam o crescimento do movimento e sentiam-se encorajados para tanto.

As fugas coletivas e constantes tinham como objetivo pressionar os donos de escravos, e, em outros casos, os escravos rebelavam-se contra seu senhor, o que resultava na morte desse e de sua família. Essa resistência procurava enfraquecer a escravidão para que seu fim fosse conquistado.
Os escravos que fugiam, muitas vezes, poderiam mudar-se para as cidades e misturar-se na multidão de negros libertos e escravizados que habitavam esses locais. Outros, por sua vez, preferiam mudar-se para os quilombos — redutos que abrigavam escravos fugidos. No final do século XIX, surgiram quilombos em diferentes partes do Brasil, sobretudo ao redor de cidades como Rio de Janeiro.
Um dos quilombos mais conhecidos desse período era o Quilombo do Leblon, responsável por ter “criado” o símbolo da causa: a camélia branca. Essa flor foi transformada em símbolo de todo esse movimento, e aqueles que a portavam em sua roupa ou mesmo a cultivavam em casa, estavam dizendo publicamente que apoiavam a abolição.
LEIS ABOLICIONISTAS:
Ao longo da segunda metade do século XIX e à medida que o abolicionismo ganhava força, o debate na política foi sendo dominado por essa pauta. As mudanças aconteceram de maneira lenta porque o interesse da elite econômica e política era estender a utilização dos trabalhadores escravos ao máximo que fosse possível. Assim, a transição até a abolição irrestrita no Brasil foi gradual.
Duas leis foram importantes nessa transição: a Lei do Ventre Livre, de 1871, e a Lei dos Sexagenários, de 1885. Essas decretavam o seguinte:
LEI DO VENTRE LIVRE: decretava que os filhos de escravos nascidos no Brasil a partir de 1871 seriam livres. Os senhores de escravos poderiam aproveitar da mão de obra desses até os 21 anos e então deveriam conceder sua liberdade sem nenhuma indenização. Se preferissem, poderiam conceder a liberdade desses aos oito anos, e por isso receberiam 600 mil-réis de indenização.
LEI DOS SEXAGENÁRIOS: decretava que todo escravo com mais de 60 anos seria alforriado.
ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA:
Ao longo da década de 1880, à medida que o abolicionismo ganhava força, a situação saía do controle do Império. O Brasil era o único país da América ainda a utilizar trabalhadores escravos; as fugas de escravos eram tão volumosas que “ameaçavam” a ordem interna do país; as instituições, como polícia e Exército, recusavam-se a procurar escravos fugidos; e a pressão popular era muito forte.
Encurralado, restou ao Império decretar a abolição da escravatura, que aconteceu oficialmente no dia 13 de maio de 1888, com a assinatura da Lei Áurea, pela princesa Isabel. O grande temor do Império e de personalidades influentes na época era que o debate pela abolição resultasse em guerra civil, assim como havia ocorrido nos Estados Unidos. Para evitar isso, a solução era promover a abolição.
LÍDERES DO MOVIMENTO:
O movimento abolicionista contou com o envolvimento de inúmeras personalidades importantes no século XIX. Não chegou a ter um único líder, mas contou com o envolvimento e liderança de diversas pessoas no Brasil. Entre os nomes de destaque estão:

LUÍS GAMA: foi vendido como escravo pelo próprio pai. Após conquistar sua liberdade, tornou-se jornalista e rábula (advogado sem formação). É considerado atualmente Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil.
JOAQUIM NABUCO: tentou conquistar o apoio de abolicionistas europeus em prol da causa brasileira e era defensor da realização da abolição irrestrita e acompanhada de reforma agrária para distribuir terras para os libertos.
JOSÉ DO PATROCÍNIO: negro e jornalista, foi um dos fundadores da Confederação Abolicionista.

CONJURAÇÃO BAIANA - 1798 - BAHIA

A Conjuração Baiana, também denominada como Revolta dos Alfaiates (uma vez que seus líderes exerciam este ofício), foi um movimento de caráter emancipacionista, ocorrido no ocaso do século XVIII, na então Capitania da Bahia, no Estado do Brasil. Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789), se reveste de caráter popular.

A revolta
Em 12 de Agosto de 1798, o movimento precipitou-se quando alguns de seus membros, distribuindo os panfletos na porta das igrejas e colando-os nas esquinas da cidade, alertaram as autoridades que, de pronto, reagiram, detendo-os. Tal como na Conjuração Mineira, interrogados, acabaram delatando os demais envolvidos.
Um desses panfletos declarava:
"Animai-vos Povo baiense que está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos: o tempo em que todos seremos iguais." primeira revolução social do Brasil.

Entre as lideranças do movimento, destacaram-se os alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira (este com apenas 18 anos de idade), além dos soldados Lucas Dantas e Luiz Gonzaga das Virgens.
As ruas de Salvador foram tomadas pelos revolucionários Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas que iniciaram a panfletagem como forma de obter mais apoio popular e incitar à rebelião. Os panfletos difundiam pequenos textos e palavras de ordem, com base naquilo que as autoridades coloniais chamavam de " Abomináveis princípios franceses".
A Revolta dos Alfaiates foi fortemente influenciada pela fase popular da Revolução Francesa.

CONCLUSÃO

A Conjuração Baiana não conseguiu atingir seus objetivos, mas podemos mostrar, através dela, que naquela época a população já buscava tornar-se uma sociedade justa e ter seus direitos de cidadãos.


O movimento envolveu indivíduos de setores urbanos e marginalizados na produção da riqueza colonial, que se revoltaram contra o sistema que lhes impedia perspectivas de ascensão social. O seu descontentamento voltava-se contra a elevada carga de impostos cobrada pela Coroa portuguesa e contra o sistema escravista colonial, o que tornava as suas reivindicações particularmente perturbadoras para as elites. A revolta resultou em um dos projetos mais radicais do período colonial, propondo idealmente uma nova sociedade igualitária e democrática. Foi barbaramente punida pela Coroa de Portugal. Este movimento, entretanto, deixou profundas marcas na sociedade soteropolitana, a ponto tal que o movimento emancipacionista eclodiu novamente, em 1821, culminando na guerra pela Independência da Bahia, concretizada em 2 de julho de 1823, formando parte da nação que se emancipara do dia 7 de setembro do ano anterior, sob império de D. Pedro I.

Inconfidência Mineira

A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta abortada pelo governo em 1789, em pleno ciclo do ouro, na então capitania de Minas Gerais, no Brasil, contra, entre outros motivos, a execução da derrama e o domínio português.
Foi um dos mais importantes movimentos sociais da História do Brasil. Significou a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo português no período colonial.
No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com a cobrança de altas taxas e impostos. Além disso, a metrópole havia decretado uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. No ano de 1785, por exemplo, Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em território brasileiro.
Causas
Neste período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem ter pagado o imposto”) sofria duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano).
Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades portuguesas não diminuíam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a Derrama. Esta funcionava da seguinte forma: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. Quando a região não conseguia cumprir estas exigências, soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.
Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente, nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pela ideias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da independência do Brasil.
Os inconfidentes
Causas
Neste período, era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem ter pagado o imposto”) sofria duras penas, podendo até ser degredado (enviado a força para o território africano).
Com a grande exploração, o ouro começou a diminuir nas minas. Mesmo assim as autoridades portuguesas não diminuíam as cobranças. Nesta época, Portugal criou a Derrama. Esta funcionava da seguinte forma: cada região de exploração de ouro deveria pagar 100 arrobas de ouro (1500 quilos) por ano para a metrópole. Quando a região não conseguia cumprir estas exigências, soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirarem os pertences até completar o valor devido.
Todas estas atitudes foram provocando uma insatisfação muito grande no povo e, principalmente, nos fazendeiros rurais e donos de minas que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas), influenciados pela ideias de liberdade que vinham do iluminismo europeu, começaram a se reunir para buscar uma solução definitiva para o problema: a conquista da independência do Brasil.
Consequências
A Inconfidência Mineira transformou-se em símbolo máximo de resistência para os mineiros, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos, e da Revolução Constitucionalista de 1932 para os paulistas. A Bandeira idealizada pelos inconfidentes foi adotada pelo estado de Minas Gerais.
Curiosidades
Na primeira noite em que a cabeça de Tiradentes foi exposta em Vila Rica, foi furtada, sendo o seu paradeiro desconhecido até aos nossos dias.
Tratando-se de uma condenação por inconfidência (traição à Coroa), os sinos das igrejas não poderiam tocar quando da execução. Afirma a lenda que, mesmo assim, no momento do enforcamento, o sino da igreja local soou cinco badaladas.
A casa de Tiradentes foi arrasada, o seu local foi salgado para que mais nada ali nascesse, e as autoridades declararam infames todos os seus descendentes.
Tiradentes jamais teve barba e cabelos grandes. Como alferes, o máximo permitido pelo Exército Português seria um discreto bigode. Durante o tempo que passou na prisão, Tiradentes, assim como todos os presos, tinha periodicamente os cabelos e a barba aparados, para evitar a proliferação de piolhos, e, durante a execução estava careca com a barba feita, pois o cabelo e a barba poderiam interferir na ação da corda.

Movimento Abolicionista

     Durante muito tempo, os livros escolares apresentaram a abolição como uma doação da princesa Isabel (pressão crescente na sociedade), que ficou conhecida na época como "A Redentora". Mas nas últimas décadas graças a novos e aprofundados estudos a Abolição passou a ser vista como um processo envolvendo uma multiplicidade de fatores. Entre os quais cabe destacar a resistência escrava e o movimento abolicionista.
      Na verdade, onde houve escravidão, houve resistência. Segundo historiador João José Reis só entre 1807 e 1835 a província da Bahia presenciou mais de 20 revoltas promovidas pelos escravizados.
      Com o fim do Tráfico Atlântico em 1850, pela Lei Eusébio de Queiroz e o crescimento do Tráfico Interprovincial intensificaram-se as manifestações de rebeldia, revolta e resistência nas áreas cafeicultoras além de frequentes tentativas de fugas e o constante esforço para a compra de sua alforria, muitos escravizados buscaram a ajuda da justiça para lutar pelo seu direito à liberdade. Essa resistência dos próprios escravos foi a força motriz para a conquista da abolição. A partir da metade do século XIX, ganhou força movimento social envolvendo pessoas de diferentes etnias e condições sociais, que defendiam o fim da escravidão. Esse movimento ficou conhecido como Abolicionismo. Promovendo suas idéias em jornais, grupos e associações, os abolicionistas emprestaram sua voz, força e prestígio em prol do fim da escravidão.
      Filho de um fidalgo português e de uma africana liberta de origem nagô, Luiz Gama participou ativamente de movimentos contra a escravatura. Um dos fundadoras do Jornal Radical Paulistano ( 1869 ), Luiz Gama foi também líder da mocidade abolicionista e republicana, fazendo uso de uma oratória impecável e atuando como rábula ele libertou cerca de 1000 escravos nos tribunais.
      O engenheiro e militar Baiano André Rebouças lutou arduamente no combate à ordem escravista, entre as suas muitas idéias estavam a abolição sem indenização dos senhores e a distribuição de terras aos libertos para que tivessem condições de conseguir meios para sobreviver e seguirem suas vidas com dignidade. Nomes, também, como José do Patrocínio foram grandes influências, tendo sua vida inteira dedica à liberdade e ao fim da escravatura. Pressionado por manifestações internas e externas, o Governo Imperial Brasileiro (Dom Pedro II e Família Real), pôs em prática seu plano de abolir a escravidão gradualmente, e para isso aprovou as chamadas leis abolicionistas.
-A Lei do Ventre Livre, dizia que os filhos de mãe escravas nascidos em 1871, a partir daquela data seriam considerados livres a partir da idade de 18 anos, mas os senhores ainda tinham o direito de ficar com eles até os 21 anos de idade.
Em 1885, a lei dos Sexagenários declarava livres os escravos com mais de 60 anos, mas poucos conseguiram atingir essa idade. A lei provocou reações contrárias ao Governo Imperial e a campanha abolicionista esquentou, conseguindo o apoio de diversos setores da sociedade.
Em 1888, Dom Pedro II estava em viagem pela Europa e sua filha princesa Isabel, que ocupava interinamente o trono, finalmente aprovou a lei Áurea, cedendo as pressões. No dia 13 de maio de 1888 foi declarada extinta a escravidão no Brasil.

Revolução Federalista (RS)

A revolução federalista ocorreu no sul do Brasil logo após a proclamação da República, e teve como causa a instabilidade política gerada pelos federalistas, que pretendiam "libertar o Rio Grande do Sul da tirania do Júlio Prates de Castilhos", então presidente do estado.
A revolução federalista foi um conflito de caráter político ocorrido no Rio Grande do Sul entre os anos de 1893 e 1895, que desencadeou a revolta armada. A revolta armada também atingiu Paraná e Santa Catarina.
A revolução somente terminou em agosto de 1895, no governo de Prudente de Moraes, que ao contrário de Floriano, ficou conhecido como o "Pacificador" e assinou um tratado de paz com os maragatos ( quem usava lenço vermelho no pescoço, simbolizando sua oposição ) , em 23 de agosto de 1895 na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, estabelecendo a derrota definida.

REVOLTA DE MANUEL CONGO

A Revolta de Manuel Congo foi uma das muitas rebeliões de escravos ocorridas no Brasil (e uma das muitas revoltas populares ocorridas durante o Período Regencial), tendo terminado com a execução do seu líder, a execução em combate de muitos dos escravos que haviam escapado, recaptura dos fugidos e destruição o lider foi manuel congo,foi o líder da maior rebelião de escravos do Vale do Paraíba, no Brasil. A revolta ocorreu em Paty do Alferes, no Rio de Janeiro. Manuel foi capturado e morreu enforcado.
Durante a década de 1830, a economia cafeeira começou a despontar no Brasil Império, principalmente na região fluminense do Vale do rio Paraíba. A afluência de escravos para as fazendas da região aumentou, sendo ainda intensificada a exploração do trabalho. No contexto de início da produção cafeeira, estourou mais uma revolta de escravos, que se consubstanciou na tentativa de formação do que ficou conhecido como Quilombo de Manoel Congo.

É indicado como uma tentativa em decorrência da efemeridade do Quilombo de Manoel Congo, situado no município de Vassouras no Rio de Janeiro. Porém, o medo suscitado nos latifundiários da região manteve viva a memória dessa luta dos escravos, conhecida também como Revolta de Paty dos Alferes.
A revolta ocorreu em novembro de 1838 entre os escravos do capitão-mor Manuel Francisco Xavier, que detinha algumas fazendas na região. O motivo do levante contra o fazendeiro teria tido origem após a morte do escravo Camilo Sapateiro pelo capataz de uma de suas fazendas. Indignados com o assassinato do companheiro de cativeiro, os escravos liderados pelo também escravo e ferreiro Manoel Congo resolveram protestar junto ao latifundiário, que prometeu tomar providências. Porém, essas providências nunca foram colocadas em prática.
O não cumprimento da promessa deixou ainda mais indignados os escravos. O assassinato de Camilo era um excesso brutal dos hábitos disciplinares de trabalho na fazenda. Como o senhor não tomou providências, os escravos mataram o capataz. Após essa ação, os escravos fugiram. A fuga em massa de cerca de 200 escravos ocorreu em duas fazendas do capitão-mor, entre os dias 06 e 10 de novembro de 1838.

Nas matas da região, liderados por Manoel Congo, os escravos iniciaram a constituição de um quilombo. Com as ferramentas e armas saqueadas das fazendas de Manuel Francisco Xavier, os escravos africanos e nascidos no Brasil pretendiam iniciar as lavouras para sua subsistência e garantir sua defesa.



Revolta dos Malês

A revolta dos Malês aconteceu no período regencial, na noite do dia 24 para o dia 25 de janeiro no ano de 1835, na cidade de Salvador.
Os revoltantes, cerca de 1500, estavam muito insatisfeitos com a escravidão africana, a imposição do catolicismo e com o preconceito contra negros. Como a revolta foi feita por pobres e negros é chamada de revolta popular.
Apesar de ter descontentamento de pessoas não escravas também, os únicos que iniciaram a revolta foram os Malês, que eram de origem islâmica. A revolta contou com 3 principais líderes, Ahuna, Pacífico Lutan e Nicobé.
Esses escravos tinham como objetivo libertar todos os escravos de religião islâmica e garantir a liberdade para fazerem seus cultos.
Os Malês também procuravam o fim do catolicismo, o assassinato e o confisco de bens de todos os brancos e mestiços e a monarquia islâmica no Brasil.
O plano era sair do bairro de Vitória e ir até Itapagipe, onde iriam conquistando e matando brancos no caminho.
O movimento não teve sucesso, pois alguém que não se sabe a identidade, levou o assunto a um juiz de Salvador, que avisou as autoridades para mandar forças para sufocar a revolta. Os revoltantes foram cercados ainda no caminho para Itapagipe. Ocorreu então fortes confrontos que acabou com a morte de 70 escravos e 7 soldados.
Luisa Mahin- Ex escrava de origem africana, radicada no Brasil, que teria tomado parte da articulação dos levantes de escravos que sacudiram as províncias da Bahia nas primeiras décadas do século 19.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
Alunas: Paloma e Kauany

A REVOLTA PRAIEIRA

O nome da rua (rua da praia), local onde era a sede o "diário novo", principal meio de comunicação do grupo liberal, o qual recebeu o nome de "praieiros".
As principais causas da revolta praieira foram de características políticas do Segundo Reinado, como o poder moderador, o que canalizou a força do movimento na luta por mudanças nesse sentido. Algumas características já vinham de longa data, e foram causas de muitas outras revoltas. Entre estas estão a crise dos preços do açúcar devido a concorrência internacional e a dependência da situação econômica em relação a estes, e a opressão sobre os pequenos agricultores, que não podiam sustentar-se e acabavam em posição de dependência ou mesmo escravidão por dívidas em relação aos grandes latifundiários.
A Revolução Praieira foi um movimento que se deu no Brasil, esse movimento foi provocado por disputas políticas, quando senadores do partido conservador, vetaram a aprovação de um senador do partido liberal, criando-se então um mal estar entre os parlamentares. Revoltados com tal atitude, os deputados do partido liberal iniciaram a revolta, que contou com uma parte da população que também estava insatisfeita com as atuais medidas políticas vigentes. Entre as suas principais reivindicações, estavam a do voto livre e universal, e a liberdade de imprensa.
A rebelião foi derrotada pelas forças oficiais no começo de 1850. Muitos revoltosos foram mortos durando os combates com as forças oficiais. Os líderes e demais participantes foram presos e julgados, embora tenham sido anistiados no ano seguinte.

A BALAIADA

- Revolta popular ocorrida no Maranhão entre os anos de 1838 e 1841.

Principais causas do conflito:- Grande parte da população pobre do estado era contra o monopólio político de um grupo de fazendeiros da região. Estes fazendeiros comandavam a região e usavam a força e violência para atingirem seus objetivos políticos e econômicos.
Como começou e os fatos mais importantes:
- No mês de dezembro de 1838 o líder do movimento, Raimundo Gomes, invadiu a prisão de Vila Manga para libertar seu irmão. Acabou aproveitando a situação e libertando todos outros presos.
- Em 1839 os balaios (como eram chamados os revoltosos), fizeram algumas conquistas como, por exemplo, a Vila de Caxias. Conseguiram também organizar uma Junta Provisória.
- O governo maranhense organizou suas forças militares, inclusive com apoio de militares de outras províncias, e passou a combater fortemente os balaios. Com a participação de muitos escravos fugitivos, prisioneiros e trabalhadores pobres da região, os balaios conseguiram obter algumas vitórias no início dos conflitos.
- O coronel Luís Alves Lima e Silva foi nomeado pelo Império como governador da província do Maranhão com o objetivo de pacificar a revolta. O Barão de Caxias, que mais tarde seria duque, foi eficiente em sua missão e reconquistou a Vila de Caxias.


O enfraquecimento do movimento e o fim da revolta :- Após perder a Vila de Caxias, o comandante dos balaios, Raimundo Gomes, se entregou as tropas oficiais.
- Em 1839, após a morte de Balaio, Cosme Bento (ex-escravo) assumiu a liderança dos balaios. Em 1840 ele partiu, com centenas de revoltosos para o interior.
- Em 1841, já com o movimento enfraquecido, muitos balaios resolverem se render, aproveitando a anistia concedida pelo governo.
- Em 1841, o líder Cosme Bento foi capturado e enforcado. Era o fim da revolta

CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR

O exército imperial do Brasil sob comando do mercenário britânico Thomas Cochrane atacou as forças confederadas no Recife.
Alguns participantes eram José de Barros Falcão Lacerda, foi um militar e político brasileiro, Frei Caneca, foi um religioso e líder político, esteve aplicado na Revolução Francesa pernambucana quem foi líder e mártir da confederação do Equador.[?]
Os cabeças do movimento, João Metrovich, marinheiro maltês que chefiava as forças nasais [navais?] rebeldes, entre outros. Isso ocorreu entre 2 de julho e 29 de novembro de 1824. A confederação do Equador foi um movimento revolucionário de caráter republicano separatista que iniciou no dia 2 de julho de 1824 em Pernambuco, se alastrando para outras províncias do nordeste do Brasil. Representou a principal reação centralizadora do governo de Don Pedro I *(1822-1831)*, esboçado na carta outorgada de 1824a primeira constituição do país. O imperador, mesmo após a independência do Brasil . [...?]